quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Resenha: Basttardos - Nós Somos o Bando (2019)



A Arte é uma atividade humana ligada às manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada por meio de uma grande variedade de linguagens, como por exemplo: arquitetura, desenho, escultura, pintura, escrita e claro a música. O Rock é um estilo capaz de unir várias destas linguagens, transformando assim seus produtos em verdadeiras obras de arte!

Uma banda nacional que consegue essa união artística é a carioca  Basttardos. Idealizado por Alex Campos  em meados de 2010, a banda acaba de lançar seu terceiro álbum intitulado “Nós Somos o Bando” no qual falarei adiante: 

“Nós somos o bando” fecha o terceiro capitulo da trilogia que começou em 2013 com o ótimo disco “Dois contra o Mundo”.


Lançado em 18 de outubro de 2019 “Nós somos o bando” é um disco de respeito e extremamente cuidadoso e caprichado, começando pela arte da capa. O trabalho foi desenvolvida por Aurélio Lara da DesignLara.


Apesar de trazer com clareza o clima do faroeste , a arte carrega as cores da bandeira do Brasil. Por ser o desfecho de uma trilogia, o conceito carrega referência ao disco passado “O Último Expresso” usando o trem como continuidade, reforçando assim o conceito “O legado importa mais”.

músicas:

“Nós somos o bando”
Com uma introdução quase que operística, Alex campos narra a chegada do bando mostrando sua postura e filosofia avisando o ouvinte que o tiroteio musical de sempre vai começar, porém desta vez ,como nunca!

A faixa descreve em poucos minutos  a característica do trabalho através de frases fortes como: “Sem medo de ter medo” e “O legado importa mais”, além de  uma homenagem a Bob Dylan através da frase “Para viver fora da lei é preciso ser honesto”. A marcante frase encaixou perfeitamente no contexto do álbum e pode ser encontrada na canção “Absolutely Sweet Marie” de Bob Dylan. 



“Livrai – nos do mal”
“Livrai – nos do mal” é simplesmente matadora e climática. A faixa apresenta violões incríveis e vozes marcantes, sem contar o lindo solo que culmina numa emocionante (e carismática)  narração feita pelos filho de Alex Campos Theo e Breno.


A letra porta-se como uma crítica ao mundo caótico em que vivemos, “Pois o inferno é a terra”. Aliás, esta frase foi usada anteriormente na música “Terceiro Elemento” do segundo disco da trilogia “O último Expresso”, fazendo assim uma alusão a figura do mal através deste serial killer criado pela banda.

“O coveiro”
A terceira faixa do álbum é uma das mais carregadas do trabalho. A letra é forte e disserta, junto a alguns questionamentos, sobre as vítimas do Terceiro elemento. Quero destacar a marcante linha de baixo e os excelentes vocais de Alex Campos.



“Ela é Junkie”


“Ela é Junkie” retrata uma mulher conhecida pelo mundo vil que escolheu viver, traçando seu caminho sozinha, sem fé ou destino, onde apenas as drogas a satisfaz. A faixa é bem empolgante e tem um baixo bem construído e slides fenomenais de guitarra.

Podemos ligar esse música a primeira faixa do debut “Dois Contra o Mundo”. A canção “Sua Cama” traz um tema similar, sem contar as parecidas introduções com slide e a voz feminina ao final da canção. A letra de ambas também ressalta o destino da garota que, devido seu modo de vida, “Vai perecer”.

“Silencio após a morte”

Após a porrada “Fuck Off” temos a dolorosa “Silencio após a morte”. Com introspectivas bases de violões, a faixa discorre sobre a morte e destaca o valor que temos de dar aos que estão vivos. O solo final da canção foi gravado pelo guitarrista Luciano Granja, que dentre vários trabalhos importantes temos a Pitty e Engenheiros do Hawai, fazendo parte de clássicos como “Admirável chip novo”, Minuano e Tchau Radar. 



“Homem do Campo”

Para finalizar o trabalho temos a linda “Homem do Campo”. A canção é um country muito bem cantado que encerra com capricho, tanto tecnicamente quanto ideologicamente o disco.

A  letra é bem inteligente e divide o período da banda em três , começando pelo nascimento, representado pelo “novo dia” onde o narrador busca ser o “Homem do campo”. Passando pelo amanhecer e seu amadurecimento, onde pássaros cantam uma bela canção para este que agora já é o “Homem do campo”.  Finalizando com a sabedoria, pois este homem do campo , este lutador, tornou-se por fim um homem do BANDO!


Altamente recomendado! 





• Nós Somos O Bando 
• Livrai-nos do Mal Part. Breno & Theo Campos
• O Coveiro
• Ela é Junkie
• Fuck Off!
• Silêncio Após A Morte Part. Luciano Granja 
• Homem do Campo

Tempo Total (33:35)

Ouça a seguir, via Spotify:


sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Jogo do Ronnie James Dio (Holy Diver)



O game produzido para o famicom ( nintendinho) ,  foi lançado em 28 de abril de 1989 pela Irem, empresa que ficou famosa pela franquia R-Type, e é uma verdadeira homenagem ao Heavy Metal, principalmente ao  querido Ronnie James Dio, tanto que o nome do jogo é o mesmo usado por Dio em seu primeiro disco solo, o Holy Diver, até a fonte do logotipo é a mesma, confiram logo abaixo:


Confira a história que vem junto ao cartucho do game e suas referências ao mundo do Rock/Metal:

Era o ano 666 no mundo da magica e o Crimson Kingdom estava sofrendo a destruição pelas mãos do Black Slayer: o demônio rei da Dark Empire. Vendo que seus dias estavam no fim, o decimo sexto imperador de Crimson, Ronie IV confia a seu fiel escudeiro Ozzy a guarda de seus filhos Randy e Zakk, bem como o seu treinamento na causa da justiça mágica.

Dezessete anos se passam, Zakk sumiu e Ozzy faleceu. Randy parte em busca dos cinco selos que, se reunidos, lhe darão uma mísera chance contra o Black Slayer, que no passar dos anos, tomou conta do reino e fortaleceu suas forças interdimensionais.

Referências as bandas: "King Crimson", Black Sabbath e Slayer. E aos músicos: Dio, Ozzy, Zakk Wild e Randy Rhoads. 

Devido a política de censura da época referente ao uso de símbolos religiosos e outras simbologias, o game não foi lançado no ocidente, somente 29 anos depois, em abril de 2018 para ser mais preciso, que a empresa  Retro-bit  lançou seu cartucho de 72 pinos do game Holy Diver. Existe hj em dia um lindo kit do jogo a venda que é muito interessante. 



A jogabilidade de Holy Diver lembra um pouco o antigo Castlevania. São seis estágios onde você  vai colhendo selos que contem magias, cada selo coletado é uma magia diferente que Randy usa, são elas: Twin Fire, Blizzard, Rock Breaker, Overdrive e Thunder. Alguns itens são adicionados também como braceletes, botas de pulo, capa de proteção e uma metamorfose que transforma Randy num dragão!

Após destruir o Black Slayer surgem dois dragões e um texto finalizando o game. Confira o spolier do texto abaixo:

"Após uma batalha longa e difícil, Randy finalmente recuperou os cinco selos de emblemas distintos pertencentes à família do rei Crimson e expulsou, com seu grande poder mágico, o Black Slayer, imperador das trevas e seus seguidores do diabo para o cemitério em outra dimensão.

Assim, o apocalipse da magia negra chegou ao fim, e no mundo mágico dois novos reis magos, Zakk W. e Randy R. Crimsons, montaram os tronos para abrir novamente a era da luz ..."

A trilha sonora foi composta por Masahiko Ishida, músico que também criou a trilha do game R-type II do arcade e Ninja Spirit do Pc-engine. Confira a trilha completa de Holy Diver: 



Conheciam esse curioso game? Vou deixar logo abaixo um link pra você baixar tanto o jogo quanto o emulador deste curioso e Rock´n´Roll game! 

*Dica: No início do jogo, suba no topo dá arvore e pause o game com “start”. No controle 2, aperte A+B, no controle 1 aperte start  novamente. Toda vez que você fizer isso uma vida extra é ganha.