quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Resenha: Basttardos - Nós Somos o Bando (2019)



A Arte é uma atividade humana ligada às manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada por meio de uma grande variedade de linguagens, como por exemplo: arquitetura, desenho, escultura, pintura, escrita e claro a música. O Rock é um estilo capaz de unir várias destas linguagens, transformando assim seus produtos em verdadeiras obras de arte!

Uma banda nacional que consegue essa união artística é a carioca  Basttardos. Idealizado por Alex Campos  em meados de 2010, a banda acaba de lançar seu terceiro álbum intitulado “Nós Somos o Bando” no qual falarei adiante: 

“Nós somos o bando” fecha o terceiro capitulo da trilogia que começou em 2013 com o ótimo disco “Dois contra o Mundo”.


Lançado em 18 de outubro de 2019 “Nós somos o bando” é um disco de respeito e extremamente cuidadoso e caprichado, começando pela arte da capa. O trabalho foi desenvolvida por Aurélio Lara da DesignLara.


Apesar de trazer com clareza o clima do faroeste , a arte carrega as cores da bandeira do Brasil. Por ser o desfecho de uma trilogia, o conceito carrega referência ao disco passado “O Último Expresso” usando o trem como continuidade, reforçando assim o conceito “O legado importa mais”.

músicas:

“Nós somos o bando”
Com uma introdução quase que operística, Alex campos narra a chegada do bando mostrando sua postura e filosofia avisando o ouvinte que o tiroteio musical de sempre vai começar, porém desta vez ,como nunca!

A faixa descreve em poucos minutos  a característica do trabalho através de frases fortes como: “Sem medo de ter medo” e “O legado importa mais”, além de  uma homenagem a Bob Dylan através da frase “Para viver fora da lei é preciso ser honesto”. A marcante frase encaixou perfeitamente no contexto do álbum e pode ser encontrada na canção “Absolutely Sweet Marie” de Bob Dylan. 



“Livrai – nos do mal”
“Livrai – nos do mal” é simplesmente matadora e climática. A faixa apresenta violões incríveis e vozes marcantes, sem contar o lindo solo que culmina numa emocionante (e carismática)  narração feita pelos filho de Alex Campos Theo e Breno.


A letra porta-se como uma crítica ao mundo caótico em que vivemos, “Pois o inferno é a terra”. Aliás, esta frase foi usada anteriormente na música “Terceiro Elemento” do segundo disco da trilogia “O último Expresso”, fazendo assim uma alusão a figura do mal através deste serial killer criado pela banda.

“O coveiro”
A terceira faixa do álbum é uma das mais carregadas do trabalho. A letra é forte e disserta, junto a alguns questionamentos, sobre as vítimas do Terceiro elemento. Quero destacar a marcante linha de baixo e os excelentes vocais de Alex Campos.



“Ela é Junkie”


“Ela é Junkie” retrata uma mulher conhecida pelo mundo vil que escolheu viver, traçando seu caminho sozinha, sem fé ou destino, onde apenas as drogas a satisfaz. A faixa é bem empolgante e tem um baixo bem construído e slides fenomenais de guitarra.

Podemos ligar esse música a primeira faixa do debut “Dois Contra o Mundo”. A canção “Sua Cama” traz um tema similar, sem contar as parecidas introduções com slide e a voz feminina ao final da canção. A letra de ambas também ressalta o destino da garota que, devido seu modo de vida, “Vai perecer”.

“Silencio após a morte”

Após a porrada “Fuck Off” temos a dolorosa “Silencio após a morte”. Com introspectivas bases de violões, a faixa discorre sobre a morte e destaca o valor que temos de dar aos que estão vivos. O solo final da canção foi gravado pelo guitarrista Luciano Granja, que dentre vários trabalhos importantes temos a Pitty e Engenheiros do Hawai, fazendo parte de clássicos como “Admirável chip novo”, Minuano e Tchau Radar. 



“Homem do Campo”

Para finalizar o trabalho temos a linda “Homem do Campo”. A canção é um country muito bem cantado que encerra com capricho, tanto tecnicamente quanto ideologicamente o disco.

A  letra é bem inteligente e divide o período da banda em três , começando pelo nascimento, representado pelo “novo dia” onde o narrador busca ser o “Homem do campo”. Passando pelo amanhecer e seu amadurecimento, onde pássaros cantam uma bela canção para este que agora já é o “Homem do campo”.  Finalizando com a sabedoria, pois este homem do campo , este lutador, tornou-se por fim um homem do BANDO!


Altamente recomendado! 





• Nós Somos O Bando 
• Livrai-nos do Mal Part. Breno & Theo Campos
• O Coveiro
• Ela é Junkie
• Fuck Off!
• Silêncio Após A Morte Part. Luciano Granja 
• Homem do Campo

Tempo Total (33:35)

Ouça a seguir, via Spotify:


sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Jogo do Ronnie James Dio (Holy Diver)



O game produzido para o famicom ( nintendinho) ,  foi lançado em 28 de abril de 1989 pela Irem, empresa que ficou famosa pela franquia R-Type, e é uma verdadeira homenagem ao Heavy Metal, principalmente ao  querido Ronnie James Dio, tanto que o nome do jogo é o mesmo usado por Dio em seu primeiro disco solo, o Holy Diver, até a fonte do logotipo é a mesma, confiram logo abaixo:


Confira a história que vem junto ao cartucho do game e suas referências ao mundo do Rock/Metal:

Era o ano 666 no mundo da magica e o Crimson Kingdom estava sofrendo a destruição pelas mãos do Black Slayer: o demônio rei da Dark Empire. Vendo que seus dias estavam no fim, o decimo sexto imperador de Crimson, Ronie IV confia a seu fiel escudeiro Ozzy a guarda de seus filhos Randy e Zakk, bem como o seu treinamento na causa da justiça mágica.

Dezessete anos se passam, Zakk sumiu e Ozzy faleceu. Randy parte em busca dos cinco selos que, se reunidos, lhe darão uma mísera chance contra o Black Slayer, que no passar dos anos, tomou conta do reino e fortaleceu suas forças interdimensionais.

Referências as bandas: "King Crimson", Black Sabbath e Slayer. E aos músicos: Dio, Ozzy, Zakk Wild e Randy Rhoads. 

Devido a política de censura da época referente ao uso de símbolos religiosos e outras simbologias, o game não foi lançado no ocidente, somente 29 anos depois, em abril de 2018 para ser mais preciso, que a empresa  Retro-bit  lançou seu cartucho de 72 pinos do game Holy Diver. Existe hj em dia um lindo kit do jogo a venda que é muito interessante. 



A jogabilidade de Holy Diver lembra um pouco o antigo Castlevania. São seis estágios onde você  vai colhendo selos que contem magias, cada selo coletado é uma magia diferente que Randy usa, são elas: Twin Fire, Blizzard, Rock Breaker, Overdrive e Thunder. Alguns itens são adicionados também como braceletes, botas de pulo, capa de proteção e uma metamorfose que transforma Randy num dragão!

Após destruir o Black Slayer surgem dois dragões e um texto finalizando o game. Confira o spolier do texto abaixo:

"Após uma batalha longa e difícil, Randy finalmente recuperou os cinco selos de emblemas distintos pertencentes à família do rei Crimson e expulsou, com seu grande poder mágico, o Black Slayer, imperador das trevas e seus seguidores do diabo para o cemitério em outra dimensão.

Assim, o apocalipse da magia negra chegou ao fim, e no mundo mágico dois novos reis magos, Zakk W. e Randy R. Crimsons, montaram os tronos para abrir novamente a era da luz ..."

A trilha sonora foi composta por Masahiko Ishida, músico que também criou a trilha do game R-type II do arcade e Ninja Spirit do Pc-engine. Confira a trilha completa de Holy Diver: 



Conheciam esse curioso game? Vou deixar logo abaixo um link pra você baixar tanto o jogo quanto o emulador deste curioso e Rock´n´Roll game! 

*Dica: No início do jogo, suba no topo dá arvore e pause o game com “start”. No controle 2, aperte A+B, no controle 1 aperte start  novamente. Toda vez que você fizer isso uma vida extra é ganha.



segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Nirvana - A História Da Canção Polly



Polly é uma música lenta, melódica e que chega até certo ponto acalmar seu ouvinte, porém a canção composta inicialmente por volta de 1988 por Kurt Cobain trata-se sobre um crime horrível.

A faixa descreve o sequestro, tortura e estupro de uma jovem de 14 anos em Tacoma Washington no ano de 1987. O fato aconteceu quando a jovem aceitou uma carona de Gerald Arthur Friend depois de um show de Punk Rock. Ele a estuprou e a torturou repetidamente  usando um maçarico, um chicote, cera quente e uma gilete, enquanto a menina estava amarrada a uma polia suspensa no teto de sua casa móvel. A garota escapou pulando de seu caminhão em um posto de gasolina. 



Kurt Cobain ao ler essa notícia ficou impressionado com a força da garota que tinha tudo para desistir da vida, porém se aproximou emocionalmente do sequestrador até o ponto de engana-lo e fugir, mostrando o poder do instinto de sobrevivência. Na canção Kurt narra a história pelo ponto de vista do maníaco, por isso a simbologia do papagaio é usada, "Polly wants a cracker" ( "Polly quer biscoito" em inglês), remete ao modo como os donos de papagaios se referem a suas aves de estimação em inglês. Note o trocadilho com o nome da vítima "Polly" ao nome comum dado a papagaios em inglês "Paulie" assim como o "Louro" no Brasil. O verso evidencia com clareza  a situação da vítima aprisionada, assim como o papagaio na gaiola, e também  o fato dela não ser considerada uma pessoa pelo agressor. Vale lembrar que antes da faixa se chamar Polly originalmente ela tinha o título de "Hitchhiker" (Algo como “Mochileiro”) e depois "Cracker" (Biscoito). 

Acompanhe um trecho de um jornal noticiando o fato:

Júri condena homem por sequestro, estupro e tortura de garota de 14 anos

Tacoma – Gerald Arthur Friend foi condenado pela corte suprema do condado de Pirce por sequestro e tortura seguida de estupro de uma garota de 14 anos.

O promotor Tom Stratton disse nessa terça feira que ele recomendaria uma sentença excepcionalmente longa para Friend, que foi condenado por um ataque similar há vinte e sete anos atrás.

No caso mais antigo Friend foi acusado de sequestro e estupro de primeiro grau, que ocorreu nas últimas horas do dia 5 de junho até a manhã do dia 6 de junho.

O julgamento começou deliberadamente as 9 horas da manhã de terça feira e retornou para a sala  do juiz E . Albert Morrison aproximadamente as 3 da tarde com os vereditos.

Friend, 49 anos, de Lakewood, não demostrou emoção alguma quando os vereditos foram lidos. Uma data da sentença não foi definida, Stratton disse que recomendaria que Friend fosse sentenciado de 60 a 70 anos de prisão, comparado a sentença padrão que é de 8 a 11 anos devido a estrema crueldade do crime, a idade das garotas e os múltiplos incidentes de estupros.

Os oficiais disseram que a vítima era uma fugitiva que aceitou carona de Friend perto do Tacoma Dome depois de um show de Rock na área. Quando a garota tentou sair do carro as autoridades disseram que ela foi algemada e ameaçada por uma faca dentro da casa móvel de Friend.

A vítima testemunhou que Friend a torturou e a estuprou repetidamente com vários objetos em sua casa móvel, ele a vendou e passou o maçarico próximo a sua pele.

A garota contou a corte que ela finalmente planejou escapar do carro de Friend enquanto ele estava parado num posto de gasolina perto de Puyallup...



A canção era pra ter sido lançada no álbum  de estreia, Bleach, porém Cobain achava que a faixa não estava condizente com o som grunge  expressado pela banda na época, lançando então a canção dois anos depois no clássico Nevermind.

Em suma, Polly relata o abuso e violência sexual, física e psicológica sofrida por uma menina de 14 anos em Tacoma Washington, seguindo o ponto de vista do estuprador que tratava sua vítima como um animal de estimação. Gostaria de destacar que esse tipo de narrativa não faz nenhum tipo de apologia, muito pelo contrário, pois explica ( assim como num filme ) o lado doente da mente de um psicopata.

Se quiser saber mais sobre essa história, o DVD “Classic Albuns” Nirvana Nevermind apresenta detalhes de estúdio e composição referente a essa pesada canção! 



quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Dia de Ação de Graças e o Black Sabbath



Hoje, 28 de novembro, uma quinta-feira, dia da publicação desta matéria, é comemorado nos EUA o famoso “Thanksgiving” o “Dia de Ação de Graças”. A data é celebrada anualmente toda quarta quinta-feira do mês de novembro e é uma festa de gratidão a Deus, promovida pelos colonos fundadores de Plymouth, no estado de Massachusetts.

Um dos símbolos desta celebração é a Cornucópia. O símbolo  vem da época dos gregos e romanos e significa  “corno da abundância” representando a fertilidade, riqueza e abundância.

 A cornucópia nada mais é que um chifre com frutas, flores e outras guloseimas, com o tempo esse chifre foi substituído por um vaso em formato de cifre feito de barro ou mesmo vime.




 Os antigos puritanos para fugir de uma perseguição religiosa, no dia 6 de setembro de 1620 içaram as velas em um navio chamado Mayflower com destino ao chamado “novo mundo”. Cento e dez puritanos deixaram a Inglaterra numa viagem de 65 dias até chegarem ao continente americano. O primeiro inverno dos peregrinos no novo território foi tão intenso que menos de 50 pessoas conseguiram sobreviver, desta forma os sobreviventes tinham todos os motivos do mundo para agradecer, bem diferente da comemoração atual que praticamente beira a uma festa do consumo, prova disso é a Black Friday que é a queima de estoque feita para a tão rentável noite de “Ação de Graças”.



Mesmo lançado 1972 a canção do Black Sabbath se mantem atual e extremamente necessária, servindo de inspiração crítica para aqueles que  simplesmente ignoram, ou mesmo não conhecem a origem do dia de Ação de Graças.



quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Banda Calibre 38




Formado no final da década de 70 e início dos anos 80 pelo guitarrista carioca Haroldo Fonseca, o calibre 38 foi uma das primeiras bandas de Heavy Metal do país.
Durante muitos tempo a banda caminhou sozinha organizando seus próprios shows, consolidando assim com muito esforço seu nome no cenário carioca. O auge da banda foi entre 83 e 84 onde fez importantes apresentações, uma em especial foi no Circo Voador onde a banda tocou ao lado do Metalmania, banda do  Robertinho do Recife.



O calibre 38 traz um Heavy Metal True cantado em português com uma pegada forte e recheada de visceralidade, sendo destaque por várias vezes  no programa Guitarras da Fluminense FM e também nas páginas da clássica revista Metal! 



A banda lançou apenas um disco auto intitulado que saiu originalmente no formato de vinil. Em 2016 ( anos após o fim da banda) Haroldo Fonseca conseguiu relançar o trabalho em CD numa edição de luxo que saiu pela DIES IRAE, com breve histórico, fotos e faixa bônus. O CD foi vendido em mais de 40 países. 

Após o fim do Calibre 38 Haroldo montou mais 2 bandas, a “Blue's Deluxe” e a “Monstro de Pedra” que também vale muito a pena conferir. Atualmente, além de tocar na cena independente, Haroldo mantém um estúdio chamado “Estúdio Wizard”.




Bandas como o Calibre 38 são impares no mundo da música pesada, e não podem ser engolidas pelas areias do tempo, pois fazer Heavy Metal no Brasil em 1980 ano do início da  N.W.O.B.H.M não é para qualquer um. 

Formação do Debut :
Néo - Vocal 
Haroldo - Guitarra
Miguel Avatar - Baixo 
Celso Brukutu - Bateria 









quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Basttardos: Lançado o novo álbum "Nós Somos O Bando"


O Basttardos lançou, no dia 18 de Outubro de 2019, seu mais recente álbum intitulado "Nós Somos O Bando". Produzido por Alex Campos - também autor de todas as canções -, o disco foi gravado, mixado e masterizado no estúdio "Fil Buc Productions", Rio de Janeiro. Quem assina a capa é Aurélio Lara. 

O trabalho ainda conta com as Participações Especiais de Breno & Theo Campos, filhos de Alex Campos; além do guitarrista Luciano Granja, conhecido músico no cenário nacional por integrar diversos grupos de sucesso, entre eles, os Engenheiros do Hawaii.

Em Setembro deste ano, foi divulgado como prévia o lyric video do single "Livrai-nos do Mal", que pode ser visto através deste link: 

Sucessor do disco "O Último Expresso", de 2015, "Nós Somos O Bando" é o terceiro registro de estúdio do "Basttardos", e faz parte de uma trilogia, iniciada em 2013 pelo debut "Dois Contra O Mundo". O álbum já está disponível em CD Físico e nas Plataformas Digitais.

Confira logo abaixo as músicas que compõem este material:

• Nós Somos O Bando 
• Livrai-nos do Mal Part. Breno & Theo Campos
• O Coveiro
• Ela é Junkie
• Fuck Off!
• Silêncio Após A Morte Part. Luciano Granja 
• Homem do Campo

Tempo Total (33:35)

Ouça a seguir, via Spotify:



segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Rock em quadrinhos



O Rock/Metal junto as suas inúmeras vertentes, consegue atingir de forma diferente vários públicos, influenciando e servindo de inspiração para inúmeros nichos artísticos, dentre eles as famosas HQ´s.

Mesmo que simbolicamente, tanto o Rock/Metal quanto os populares “Gibis” acabam tratando dos mesmos temas como honra, vingança, maldade, histórias hilárias e até mesmo temas profundos e eruditos. Seja de forma direta ou indireta, essas duas linhas culturais se cruzam com bastante frequência, desta forma,  como ávidos “nerds” que somos, traremos aqui nesta matéria  alguns ótimos e curiosos exemplos dessa bela amálgama.

A primeira vez que vi o mundo do Rock/Metal nas páginas dos quadrinhos foi através de uma HQ do Kiss. 

Escrita por Steve Gerber e com as histórias desenhadas por Sal Buscema, Al Milgrom, Alan Weiss, John Buscema e Rich Buckler, a Marvel Comics Super Special # 1 – Kiss trazia a banda de Paul Stanley e Gene Simmons enfrentando o maléfico Mefisto e Dr. Destino.


Um fato que não posso deixar de citar em relação ao lançamento desta histórica HQ, fica por conta da mistura do próprio sangue dos músicos à tinta vermelha de impressão dos primeiros exemplares da revista. A propaganda foi tão forte que acabou servindo de pretexto para acusarem o Kiss de satanista.


Outro grande exemplo da mistura entre Rock/Metal e quadrinhos  fica por conta dos Ratos de Porão com a clássica RDP COMIX. 

Lançado originalmente na década de 1990, a HQ desenhada por Francisco Marcatti trazia adaptações das canções dos Ratos e também suas desventuras, todas muito bem desenhadas e roteirizadas. 


Outra banda nacional que se aventurou no mundo dos quadrinhos foram os Raimundos. O cartunista Angeli em 1996, usou a letra da canção “Puteiro em João Pessoa” lançado no debut do grupo para compor a HQ. O quadrinho foi lançada no box “Cesta Básica” e vinha, além do quadrinho, um CD e um VHS da banda.  



Ainda em águas nacionais não posso deixar de citar a HQ do Dorsal Atlântica. Escrito e desenhado pelo próprio vocalista da banda Carlos Lopes, o quadrinho traz a biografia da Dorsal narrando acontecimentos históricos e fatos que moldaram a carreira desta que é uma das mais importantes bandas do Metal nacional.


Com base no jogo mobile “Legacy of the Beast”, os Ingleses do Iron Maiden lançaram uma HQ onde Eddie (mascote da banda) luta em mundos inspirados nas capas dos discos da Donzela. Apesar de inúmeras knock-offs terem surgido ao longo das décadas, esta foi  a primeira vez que Eddie apareceu oficialmente numa história em quadrinhos.


Um outro exemplo do Iron Maiden no mundo dos quadrinhos é a escolha do artista Tim Bradstreet para compor a arte da capa do disco “A Matter of Life and Death”. Tim desenha há anos títulos famosos como Hellblazer e The Punisher. O Maiden também usou o formato de uma HQ para estampar a capa e o encarte do single “El Dorado” do disco “The Final Frontier”.


Outra banda de Heavy Metal que teve seu mascote nas páginas dos quadrinhos foi o Megadeth. Dave Mustaine colaborou com a Chaos! Comics na criação de uma HQ chamada Cryptic Writings of Megadeth, apresentando adaptações das letras das músicas do disco homônimo.


Farei adiante uma lista com vinte canções onde personagens de quadrinhos são homenageados por bandas de Rock/Metal, porém antes gostaria de falar em particular da banda Paulista MindFlow e também do cartunista Brasileiro Marcio Baraldi:


MindFlow

O MindFlow em seu disco "Mind Over Body" de 2005, traz um encarte extra no formato de HQ chamado: “Follow Your Instinct Comic Book”, que transforma o espectador em peça chave de um quebra-cabeça psicológico e complexo.

O encarte em formato de HQ é muito bem desenhado  e traz a letra da oitava faixa do disco que conta a história de um assassinato e a mesma esconde um ARG* sobre o tema.  

* ARG é um jogo de realidade alternativa (em inglês: alternate reality game, ou ARG) é um tipo de game eletrônico que combina as situações de jogo com a realidade, recorrendo às mídias do mundo real, de modo a fornecer aos jogadores uma experiência interativa.
Os ARGs envolvem os jogadores nas histórias, encorajando-os a explorar a narrativa, a resolver os desafios e a interagir com as personagens do jogo. Este tipo de jogos desenvolve-se a partir de sites, e-mails e telefonemas, entre outros meios de comunicação comuns.




Marcio Baraldi 

Um personagem famoso que fez parte durante muito tempo das revistas especializadas em Rock/Metal do país foi o divertido Roko Loko. Criado em 1996 pelo ilustrador Marcio Baraldi, Roko Loko junto de sua namorada Adrina-lina contracenam nas HQ´s com bandas de verdade aprontando confusões inimagináveis, todas através do prisma cativante do Rock´N´Roll. Vale lembrar que Roko também é o personagem principal do primeiro game de Rock a ser lançado no Brasil, o game para PC “Roko-Loko no castelo do Ratozinger”.

Dividido em três fases, o jogo mostra Roko-Loko entrando no Vaticão, castelo do cruel Ratozinger ( uma ratazana religiosa ultraconservadora que odeia  rock e sexo), para resgatar sua bela Adrina-Lina e outros roqueiros famosos, dentre eles: Eddie (o mascote do Iron Maiden), Rob Halford, Ozzy Osbourne, Gene Simmons e King Diamond. Para libertá-los, Roko tem que enfrentar aranhas, morcegos, caveiras, crocodilos e lava vulcânica, retirar as guitarras presas em bigornas até o desfecho final onde  trava uma batalha com Ratozinger, jogando-o aos crocodilos e libertando por fim sua amada.


Antes de partimos para nossa lista final, abrirei “aspas” para citar o grupo “Queen”. O nono álbum da lenda Queen foi totalmente composto como trilha sonora para o filme “Flash Gordon”. Ao contrário da maioria dos álbuns de trilha sonora, o áudio do filme é usado de forma proeminente nas músicas.



Com certeza deve existir várias bandas e HQ´s que trazem essa mistura entre o  Rock/Metal e quadrinhos, portanto, você leitor que lembrar ou souber de algum grupo ou HQ não mencionada nessa matéria, deixe nos comentários que faremos uma atualização deste texto ou mesmo uma parte dois desta matéria. Bom, dito isso vamos para nosso top 20:

01 - Iced Earth - Disco Dark Saga (Spawn) 



02 - Paul McCartney & Wings - Magneto And Titanium Man ( Magneto e Titanium Man) 




03 – Celtic Frost - The Usurper (Conan)



04 – Voivod - Batman ( Batman)




05 -  Joe Satriani - Surfing With The Alien ( Surfista Prateado)




06 - Anthrax - "I Am the Law" (Judge Dredd)




07 - Rotten Pieces - Hell Soldier (Spawn)




08 - Entombed - Wolverine Blues (Wolverine)




09 - Ramones – Spider Man (Homem Aranha)




10 – Drakkar - Under the Armor  (Homem de Ferro)



11 – RPM - Surfista Prateado  (Surfista Prateado)



12 – Garotos Podres - Batman  (Batman)




13 – Nenhum de Nós - O que Clark Kent não viu (Superman)



14 – Ronnie Von- De como meu herói Flash Gordon irá levar-me ( Flash Gordon) 



15 - The Traits– Nobody loves the Hulk  (Hulk)



16 - Sensational Alex Harvey band – Sgt. Fury  (Nick Fury)



17 - The Fever – Superman  (Superman)



18 - Incubus Succubus – Vampirella  (Vampirella)



19 -  Spin Doctors – Jimmy Olsen´s Blues  (Jimmy Olsen)



20 -  Suicide – Ghost Rider  (Motoqueiro Fantasma)



Bônus:

Lee Jackson - Era dos Super Heróis